domingo, 21 de julho de 2019

Origem


Você sabe de onde venho? 
Venho de um lar, seu menino! 
Venho de um lar. 

Venho de lá de onde 
Nem tudo eram flores 
Havia amor, havia dores
Mas a gente sempre ria
E pintava a vida com mais cores.

A porta sempre aberta
Café e pão fresco
Para os amigos acolher. 
E nunca faltava quem chegasse
Os dias passavam macios
Os anos sempre a correr

Mas você sabe de onde venho?
Venho de um lar, seu moço!
De um lar.

Foram muitas casas e cidades
Foram muitas andanças e mudanças 
Mas nunca faltou festança
Tinha alegria na convivência
No abraçar, no brincar
E aguentamos firme 
Até quando o tempo 
Não era de muita bonança.

 Você sabe de onde venho?
Venho de um lar, meu Senhor!
Um lar.

As vezes tinha mato e água de rio
As vezes tinha cidades e prédios.
O sol chegava e partia
E a gente nunca morria de tédio.

Assim, não esqueço de onde venho.
E pra lá quero voltar.
Meu lugar perfumado de memórias 
Tem cachorros, passarinhos
Tem irmãos a me esperar.
Tem fogueira, tem música, tem luar.
Também tem bronca de mãe 
mandando estudar
Tem sermão de pai pra nos resguardar. 

Lar é diferente de casa
É tesouro mais que valioso
É referência, é porto seguro 
É laço invisível a nos guiar.

E assim vou a resposta aproveitar 
Para os meus pais reverenciar 
A eles que nunca deixaram nada faltar
me ensinaram, na convivência do lar, 
Que de onde eu venho
Ou para onde vou, 
O importante é amar.
amar, 
amar.

Liz Midlej

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