sexta-feira, 8 de junho de 2018

Roda que gira


1977
Como em todos os anos, hoje a roda do tempo começa a girar mais uma vez para nós e a escadinha, que um dia foi tão simbólica, aos poucos fez-se memória.
Junho e julho vêm feito degraus, para nos trazer rugas e tornar mais longe os dias dourados de infância. Os anos passam e o calendário marca, implacável, o número de páginas escritas no livro dessa existência.
Quem dera tudo permanecesse igual. Quem dera os minutos da infância se transformassem em horas. Mas a vida, feito ampulheta algoz na espreita do tempo que passa, mostra que o espiral dos acontecimentos são indeléveis e nos levam a deslizar em serpentina imaginária, nem sempre suave, nem sempre tão cheia de amorosidade. Mas sempre cheia de vida. Que a paz e a saúde se façam presentes nos dias que seguem. Quem venha 08/06, 10/06, 29/06 e 07/07 para nos mostrar que essa areia pode atravessar mil vezes a ampulheta. Nosso quarteto será sempre lembrado!

Liz Midlej

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