sábado, 25 de fevereiro de 2017

Oficina da alma




Bonita essa coisa simbólica das ferramentas.
É que as pedras e pedregulhos no caminho abrem feridas na alma e criam casca grossa e vão deixando ferramentas de brinde até nascer uma oficina dentro da gente.
E a gente fica sem saber usar feito analfabeto que olha as letras e só enxerga um emaranhado de sinais.
Crescemos assim, com bocado de defesas, se achando os donos das técnicas de decifrar sinais de tempo bom e de maré que não está pra peixe. E mesmo assim a gente insiste em pescar. Melhor seria se nascêssemos craques de bola nessa arte de saber lidar com problemas de vida e de gente.
Mas segue assim mesmo.
Segue com ou sem ferramentas a artesanal arte das relações. Feito bordado todo emaranhado de instantes.

Liz Midlej

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