quinta-feira, 7 de julho de 2016

Final do primeiro tempo




E o que acontece quando se chega aos 45 do primeiro tempo?
Pede para o tempo parar? Pede uma pausa para o juiz? Ou avança com tudo em direção ao gol?

Não, eu não sou de viver aos trancos, como se a vida fosse um jogo de futebol. Mas já me sinto literalmente nos 45 do primeiro tempo. E cheia de energia, vida, saúde, coração batendo. Veja que beleza! Quando eu era criança, achei que nessa fase já estaria descendo a ladeira, colocando pantufas e pijamas e pedindo para tirar o time de campo.

Mas a vida e o futebol são caixinhas de surpresa e cá estou eu: Levando as caneladas, caindo e levantando. E hoje paro, respiro e digo: Que golaço que essa minha vida é! Um gol de placa, feito aqueles que o Sócrates fazia de calcanhar. E a essa altura, já não me importo se a torcida grita:
- É roubo!
- Juiz ladrão!
- Vai ser perna de pau assim na casa do chapéu!

A essa altura do campeonato, quero sentir no peito a alegria de dizer: Faço parte de um time maravilhoso que Deus colocou no meu caminho e me sinto campeã. Mesmo não marcando nada. Nem um pontinho!

Tenho amigos conquistados pelos jogos vida afora que valem muito mais e fazem um time inteiro vibrar junto, na mesma sintonia.
E quando o juiz apitar o final desse campeonato que é a vida, quero estar bem feliz como estou hoje, sentindo o coração aliviado por ter pessoas ao meu lado vibrando positivamente, fazendo o amor circular.

Pronto, Sr. Juiz, pode encerrar a partida! A felicidade que sinto hoje já garantem mais 45 anos de jogo, com muitos pontos no placar. Sou toda gratidão!

*Liz Midlej*

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