sexta-feira, 25 de setembro de 2015

E se...?

E se hoje tivesse sido o último dia da sua vida, você estaria satisfeita com o que viveu?

A existência não pode ser resumida em uma soma de horas que se prolongam pelos dias, meses e anos. Tampouco pode ser descrita por um amontoado de palavras e descrições, prescrições ou orientações – não é possível viver a vida pelos livros, ou pela ciência.

(...) Desta forma, a existência, nada mais é que a soma de nossas experiências, dos enlaces que formamos, dos laços que quebramos. É a soma de nossas atividades, de nossa relação com o Outro e com os outros de nossa cultura. 

Portanto, ao pegar-me pensando que se hoje fosse o último dia de minha vida, certamente eu não me diria preparada para partir; mas, ao mesmo tempo, teria a clareza de que cada riso, cada lágrima, cada pontinha de dor e sofrimento, cada palavra amiga, cada ombro oferecido, cada gesto assimilável na minha realidade, foi mais que um ato. Cada encontro que me foi e é permitido nesta vida é parte de um eu que se constrói e atualiza cotidianamente na vida coletiva. Se me é ofertado como um laço, atribui-me sentido suficiente para acreditar na vida humana.

Talita Baldin 

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