sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Saudade que para o tempo


Pode ser quando você vira uma esquina. Tudo acontece e você nem chega a entender, nem dá tempo. Pouco importa. 
Pode ser enquanto você está levando o dia adiante, com o pensamento ocupado por milhões de coisas. aí vem a saudade, um objeto, uma letra, uma palavra qualquer escrita no verso de um formulário. 
Pausa no mundo todo. 
Nenhuma voz se faz ouvir, nenhum som, mais nada. Tudo é silêncio para a saudade gritar, sua letra, aquele ponto de continuação escrito na dedicatória do disco que temos igual...
Te espero naquela mesa ensolarada do café da manhã, na copa do ipê florido, na sombra daquela árvore da Praça da Paz.

|Mariana Paiva|
Escritora e Jornalista. Autora de "Barroca" (2011) e "Lavanda" (2014).

Nenhum comentário:

Postar um comentário