domingo, 17 de agosto de 2014

Salvador não é um ovo

Salvador - Bahia. Foto Osmar Gama

Não é de hoje que a gente escuta (e repete) que Salvador é um ovo. Para alguns um ovo de galinha, para outros um ovo de avestruz, mas quase sempre um lugar onde encontramos as mesmas pessoas, onde há sempre um amigo em comum separando dois soteropolitanos, e onde qualquer vislumbre de novidade é consumido à exaustão (como um grito de desespero anti-mesmice), até que ela própria se torne mais uma chatice rotineira, e seja preciso um novo impulso para nos tirar da procrastinação.

[...] O tamanho do mundo é definido pela visão que temos dele, e com Salvador não é diferente. Acredite, enquanto estagnarmos no comodismo de repetir no fim de semana seguinte tudo o que fizemos no anterior, tudo vai nos parecer chato, enfadonho, e – odeio essa palavra – provinciano.  

Moramos numa cidade com um dos maiores potenciais artísticos e culturais do País, e ainda assim não nos permitimos descobrir nem metade do que ela tem a oferecer. E não estou aqui falando apenas dos incontáveis museus, teatros, e galerias, mas de bairros inteiros que - de tão peculiares - são praticamente pequenas cidades com identidade e personalidade próprias. 

Em cada rua, praça, esquina, casarão histórico, ou prédio moderno existe algo a ser desvendado - e quando não houver nada, sempre vai existir o que há de mais pitoresco nessa terra: nós, os soteropolitanos. Falta-nos somente o olhar de turista para ver o que nossos olhos parecem não prestar mais atenção.

Iuri Barreto
Autor da página no Facebook - "Guia de sobrevivência do Soteropobretano" que acumula mais de 38 mil fãs
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