sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O menino que descobriu as palavras


Era, uma vez, um menino
Que, ainda bem pequenino,
Descobriu, todo contente,
Que palavra é que nem gente.

Umas são festas e alegria,
Como palhaço e folia;
Outras são sempre tristeza,
Como doença e pobreza.

Percebeu o menininho
que a palavra carinho
Até as plantas entendem,
Todos os seres compreendem,

Não se conteve e gritou:
"Carinho é filho do Amor!"
O menino descobriu,
Ficou feliz e sorriu,

Que algumas são brilho, luz,
Como a palavra Jesus;
Outras são dura verdade,
Como tempo, dor, saudade;

Palavras, pura beleza,
Como homem e natureza.
Palavras, só emoção,
Como poesia e canção.

Descobriu que a mais querida
É sempre a palavra Vida.

O menino, então, dormiu
E uma palavra o cobriu,
Lençol que não é de pano,

Feito de paz e de sono.

|Cineas Santos|
Fotografia: Yolanda Flores
Fonte: Maria Vilani Madeiro

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