quarta-feira, 30 de julho de 2014

Sobre pedras, rios e reputação


Todos nós temos uma vida social, real e virtual (que não deixa de ser real), dentro e fora das empresas onde trabalhamos. De certo modo, todos somos figuras públicas, uma vez que nossos círculos de amigos e colegas nos conhecem e nos acompanham, hoje com mais facilidade por meio das redes sociais. 

Quando você publica um post, mostra às pessoas seu modo de pensar e, quase sempre, de agir. Até mesmo quando curte, comenta ou compartilha, reflete seus pensamentos através das palavras de outro indivíduo. Vivemos numa grande rede conectada, portanto. 

Ao atirar uma pedra no rio, é possível ver os círculos se formarem em torno do ponto onde ela caiu; as ondas vão se dissipando conforme distam dele. O mesmo acontece ao zelar por sua imagem: o cuidado, ou a falta dele, não impacta somente sobre si, mas também sobre todos os indivíduos pertencentes a esta rede - em diferentes intensidades, sim, mas todos são alcançados. Assim, quando cuida de sua reputação, automaticamente, está zelando pela reputação de seus filhos, de sua esposa, dos seus amigos e dos demais que o cercam. 

Ignorar o fato de que as pessoas veem e analisam tudo que fazemos para, então, saberem se vão ou não se relacionar conosco, pessoal ou profissionalmente, é o mesmo que querer que a pedra caia no rio e não ondule as águas. É querer um fenômeno físico, um milagre. 

Se algum dia titubear diante de uma situação que pode, minimamente, abalar sua reputação, e chegar a pensar "é algo tão ínfimo, ninguém vai ficar sabendo", lembre-se da pedra no rio. Olhar por si é olhar por aqueles que ama e, possivelmente, até por quem nem conhece.

Livia Gusmão 
Fonte: Facebook

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