sábado, 19 de outubro de 2013

Apenas cem anos

“Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é, por exemplo, que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada, vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, a vida tem sempre razão”

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Marcos Vinícius de Mello Moraes – O “poetinha” Vinícius de Moraes completaria hoje, 100 anos. Não há homenagem que o faça reviver. Pelo menos fisicamente, porque seu legado cultural ainda perdurará por séculos e ainda assim, continuará atual. Parafraseando um de seus versos mais famosos, o escritor, se não chegou a ser imortal, foi infinito enquanto vivo. Foi o “poeta da paixão”, compôs vasta obra literária e parcerias musicais.
Em sua homenagem, reescrevo um poema dele que define a sua despedida, já internado num hospital:

Amigos meus
Tá chegando a hora
Em que a tristeza aproveita prá entrar
E todos nós vamos ter que ir embora
Prá vida lá fora continuar
Tem sempre aquele que toma mais uma no bar
Tem sempre um outro que vai direitinho para o lar
Mas tem também uma sala sem luz, que está vazia
Sem luz, sem amor, sombria
Prontinha pro show voltar
E em um novo dia a gente vai ver novamente
A sala se encher de gente
Pra gente recomeçar. 

E como diz Wilson Midlej em reportagem na Revista Bahia em Foco: "E, quanto às suas músicas cantaroladas por gerações e seus versos vivenciados pelos amantes eu o repito afirmando: suas canções e versos serão infinitos enquanto durarem."


Saravá!

Veja mais homenagens ao poeta em 2013 e 2011

|Liz Midlej|

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