terça-feira, 23 de julho de 2013

Passagem das horas


Trago dentro do meu coração,
como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando, 
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.

Álvaro de Campos, 1916
(Pseudônimo de Fernando Pessoa)

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