quinta-feira, 25 de julho de 2013

Estática do tempo


E o relógio do tempo parou
As minhas rugas mostram o que passei
Cicatrizes que eu mesmo as curei,
E se perderam no tempo que passou...

Mas persiste o tempo ao seu tempo,
Estagnado, parado ao vento,
O silêncio é o seu passatempo,
Um grito mouco ao meu tormento.

Os ponteiros continuam intactos...
Travou-se de medo do espelho,
O reflexo do meu triste reverso.

Na ausência das horas, impactos...
Desbotam os tons vermelhos,
Emudecem todos os meus versos.

Marco Alvarenga

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