quinta-feira, 11 de abril de 2013

O Rio Paraguai

Por do Sol no Pantanal - Corumbá MS
À tardinha o descanso,
o olhar fica mais manso,
morre o dia com preguiça,
num convite que atiça,
a paixão que não sacia.

O rio e o por do sol
fazem bela parceria,
o contorno não tem rosto,
na paisagem está posto:
a canoa e o canoeiro...

O meu olhar trapaceiro,
vê uma estátua de bronze,
repousada no dourado
da lava desmaiada,
na superfície do rio.

Do banco, no cais do porto,
a esperança é um broto,
crescendo no coração;
corre livre, ligeira,
refaz de olhos fechados,
as belas curvas do rio.

As águas que chegam às margens,
num vai e vem , espraiado,
é o jeito mais que perfeito,
de fazer amor no leito
e gozar feliz na beira:
a areia se mostra lisinha,
a areia se mostra branquinha...

Quem alongar o olhar,
vai seguir os camalotes,
passeiam feitos buquês,
enfeitando o imenso decote.

Mari Antunes

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