sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O progresso é lento



Fujo de paradigmas.
Me dou a liberdade de ser pensante, de questionar, tentar coisas novas.
Não sou inconstante, mas sei que o que se sabe é passageiro.
Que se hoje insisto em desacreditar na maldade humana,
Amanhã estarei afirmando que sempre 
soube que ela existia.
Porque de fato é assim.
Eu me permito ter lapsos de ilusão.
Permito-me acreditar que sou capaz de tudo.
Permito-me errar.
E já aprendi a desculpar-me também.
O progresso é lento.
Mas acredite, somente eu, telespectadora desta minha existência, consigo reconhecê-lo.
Sei que ando deixando meus rastros.
E vendo-os não desejo que sejam apagados.
Reconheço-me neles.
Se orgulho-me ou não, é coisa minha.
Tudo isto é muito meu.
Não se importe tanto com isto.
Não pense ser capaz de apagar ou acrescentar alguma coisa.
Sou eu quem planta, sou eu quem colhe.
Sou eu que permito ou não que você me inspire de alguma forma.
Como a te convidar a seguir um pouco do caminho comigo.
Ou a afastar-se dele.
Eu às vezes pergunto sem esperar respostas.
Lanço minhas perguntas ao universo e deixo as palavras agirem.
Mas se quiser realmente ser meu amigo,
Saiba que pode gritar, falar palavrão, quando julgar necessário para o seu desabafo.
Mas saiba também falar mansinho, com cuidado.
Saiba que não sou só explosão.
Que gosto de balanço de rede, de colo de avó.
Gosto de ouvir Deus lhe pague, Vá com Deus, Deus é mais!
Se quiser seguir comigo saiba que poderá me fazer mais feliz.
Mas se não for desta vez e não for para se entregar por inteiro, eu vou saber entender.
Um belo dia, em outro existir, nossos caminhos talvez se cruzem novamente.
Mas não se iluda pensando que tudo será totalmente diferente.
Afinal, o progresso é lento.

Fonte: Casulo da Nana

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