domingo, 1 de julho de 2012

Mente calma. Calmamente.

pôr-do-sol da minha varanda

Quando a minha mente está calma, os sentidos se expandem e me permitem refinar sensações e sentimentos. Posso saborear mais detalhes do banquete que está sempre disponível, mesmo quando eu não o percebo. 

Nesse lugar de calma e clareza, não há nada a desejar. Nada a esperar. Nada a buscar. Nenhum lugar onde ir. Eu me sinto sentada sob a sombra de uma árvore generosa, numa tarde azul sem pressa, os pássaros bordando o céu com o seu balé harmonioso. O meu coração é pleno, nenhuma fome. Plenitude não é extensão nem permanência: 

É quando a vida cabe no instante presente, sem aperto, e a gente desfruta o conforto de não sentir falta de nada.


Ana Jácomo

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