sábado, 9 de junho de 2012

É parte de ir. Partir


"O que não é possível carregar comigo é porque não é meu."



Eliane Brum entrevistou Debora Noal, psicóloga que trabalha em regiões de conflito pela organização Médicos Sem Fronteiras.

Eliane – É fácil para você partir desses lugares?


Debora É como eu te disse. Eu não costumo focar muito no que fica, mas no que eu estou indo buscar. Como no sofrimento: você tem sempre uma alternativa. Não é o evento, em si, que te causa a dor. É o significado que você dá a ele. Às vezes me incomoda partir sem ver algumas respostas. Mas sei que o mundo não para quando eu vou embora. O mundo continua. E aquilo que você faz quando você está lá tem reverberações dentro das pessoas e dentro dos espaços. Então, é uma dor do tipo: estou indo embora, não vi o resultado disso, mas alguém vai ver. E tomara que aconteça. [...]


A frase do título é de Debora Noal. Mas parece que foi dita por mim. Porque é exatamente assim que eu costumo agir. Tento me apegar o mínimo possível ao que fica.

O link, aqui.

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