segunda-feira, 2 de abril de 2012

Um pouco do Pantanal

Pela maravilhosa beleza do local e detalhes interessantes da cultura, apresento um pouco do que já conheci do lugar onde moro:


Corumbá é um município da Região Centro-Oeste do Brasil, situado no estado de Mato Grosso do Sul. no Pantanal Sul-Mato-Grossense, próxima da fronteira com a Bolívia, à beira do rio Paraguai. O município é também ponto de parada da ligação ferroviária entre o Brasil e a Bolívia, sendo a última cidade brasileira antes do território boliviano, do qual se separa por fronteira seca. 

Jacaré na Estrada Parque do Pantanal, MS

É considerada o primeiro pólo de desenvolvimento da região, e por abrigar 60% do território pantaneiro, recebeu o apelido Capital do Pantanal, além de ser a principal e mais importante zona urbana da região alagada. Também é o maior município em extensão territorial do Brasil fora da região Norte, com aproximadamente 65 mil km². É conhecida como cidade branca pela cor clara de sua terra, pois está assentada sobre uma formação de calcário, que dá a cor clara as terras locais.  

Onça pintada. Estrada Parque, Corumbá-MS

Corumbá possui uma vegetação rica e variada, que inclui a fauna típica de outros biomas brasileiros, como o cerrado, a caatinga e a região amazônica.

Em seu espaço de fronteira de linhas fictícias, permeado de indígenas, é palco de fluxos populacionais oriundos de outros lados do país, como cariocas, paulistas, nordestinos, mineiros e sulistas, confirmando assim seu caráter cosmopolita.  Existem ainda muitos Árabes (exerce forte influência na cultura local), Europeus e Sulamericanos (paraguaios, argentinos, uruguaios, bolivianos e índios).


Av. Marechal Rondon
Do ponto de vista urbanístico, não tem nenhuma semelhança com as antigas cidades brasileiras (onde predominam o romântico estilo colonial português). 
Sua arquitetura foi erguida pelos comerciantes e é baseada em art-noveau e no neoclássico italiano, sendo o mesmo estilo existente na parte central de Assunção, nos subúrbios antigos de Buenos Aires, nas cidades do interior do Uruguai e a maioria das cidades gaúchas da Campanha. Em razão disso, tem características de uma cidade platina dentro do Brasil. Atualmente a arquitetura corumbaense mescla o antigo e o moderno. 
Casario do Porto
A cada dia que passa o ecoturismo e a pesca se transforma na fonte de renda e empregos da região de Corumbá. O turismo de pesca é realizado às margens dos rios Paraguai (Porto da Manga, baía de Albuquerque, foz dos rios Abobral, Miranda, Morrinhos e Porto Esperança). O eco turismo também já começa a ser explorado, apesar de timidamente.

A cultura corumbaense é composta de influências originárias dos estados e países de seus povoadores:  entre as principais destas influências estão as culturas  carioca, nordestina, paulista e  sulista e de países como Itália, Síria, Palestina,  Líbano, Bolívia e  Paraguai.

Ainda partilha a cultura do estado em que está inserido, o Mato Grosso do Sul. Nesse caso poderemos retornar ao passado recente na época em que a cidade sofreu a influência dos paídes do prata, herdando grande parte de seus costumes e hábitos. Dessa época acabou conservando os seus prédios históricos de influência europeia, sua histórias, tradições e costumes. Atualmente a cidade é considerada o centro cultural mais adiantado do estado de Mato Grosso do Sul.

Em Corumbá o tango já chegou a ser a dança preferida da população nos clubes sociais. Os corumbaenses são bastante tradicionalistas e festeiros por excelência, sendo responsáveis por um dos melhores carnavais do interior do Brasil. Mas não se baseiam apenas nas festas, pois as danças e religiosidade também fazem parte de sua cultura. Destaca-se aqui a Polka Paraguaia, o Cururu, a Guarânia, o Chamamé, o Rasqueado e o Siriri.

Na gastronomia destaca-se o Sarravulho (à base de miúdo de boi), Caldo de Piranha, Churrasco Pantaneiro, Arroz Carreteiro.

Sarravulho
Há também a influência da culinária boliviana como a Saltenha, o arroz boliviano (com queijo) e a Chipa (influência Paraguaia). O que predomina ainda são os peixes: pintado (ensopado ou assado), pacu (frito e acompanhado de pirão), jaú, piraputanga, piranha (frita, escabeche, ensopada ou em caldo) e dourado.

Recipiente onde se consome  o Tereré

Uma bebida muito comum na cidade é o tereré (feito com infusão de erva-mate e água gelada), servido numa guampa geralmente de chifre de boi e com uma bomba, que é facilmente preparado e consumido nos encontros entre amigos e familiares. Existem regras bem definidas numa roda de tereré e que devem ser respeitadas. A bebida é consumida especialmente fim-de-semana acompanhada de música regional. Outra bebida muito consumida é um refrigerante chamado Mate chimarrão, a base de erva mate, mais consumido do que Coca-Cola.

Existem ainda muitas particularidades na cultura dessa cidade tão singular, que muitas vezes nos dá impressão de estarmos em outro país...
Pelo fato de ser região de fronteira e devido à presença de grandes empresas Mineradoras, Corumbá conta hoje com a presença maciça de oficiais da Marinha, Exército e Militar Federal. 
É comum numa roda de amigos ter a presença de gaúchos, baianos, paulistas, cariocas, potiguares, mineiros, recifenses, etc. tornando Corumbá uma verdadeira "miscelânia cultural".

O Pôr do sol é um dos mais bonitos que já presenciei e a convivência com aranhas, besouros,  insetos variados, com o passar do tempo, torna-se algo muito comum.

Pôr do sol no rio Paraguai
O Mato Grosso do Sul é um espetáculo à parte, formando um país fictício dentro da sua unidade original, que é Brasil.

Vale a pena conhecer!

Fonte: Wikipédia, Diário On Line, Corumbá.com.br, Capital do Pantanal Jornal on Line.

Nenhum comentário:

Postar um comentário