quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Nasce uma estrela!

Sara Midlej Pargas - 22.01.2012

Chegou Sara! Outra Sara. Chegou “nestante”. Agora filha da minha filha! A “pipoquinha”.
Cada vez que nascia um filho, e são quatro, eu lhe escrevia uma carta de amor. Ridículas, como toda carta de amor. Agora eles precisam parar de produzir netos para que eu pare de produzir cartas de amor, ridículas.

O sempre genial Fernando Pessoa, utilizando um dos seus heterônomios disse que “… Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas”.

“As cartas de amor, se há amor, têm de ser ridículas”. Obrigado, poeta.

Que venha a nova Sara. Que traga o equilíbrio, a serenidade e a firmeza da original e que se lembre de colocar na bagagem a vitalidade, a lealdade, a franqueza e a alegria da mãe! Se não for pedir muito, que traga também a sensibilidade, o conhecimento e o talento do pai! Vai ser bom ouvi-la junto com Luis Felipe, interpretar Villa Lobos numa tocata ao amanhecer.

O simbolismo do nascimento dessa criaturinha, que chegou hoje, é muito intenso. A mãe, que se dizia “a biônica… formiga atônica” deveria ter se chamado Sara. Ficou Mila e agora ela nos homenageia com esse nome que se impôs, forte, em nosso meio familiar… É um nome! Uma senha forte, sinônimo de amorável, compreensível, exigente e determinada.

Não escrevi uma carta de amor para a Sara que chega, não por falta desse sentimento, nem de uma pitada de talento. Talvez por ter-me esgotado em mil cartas de amor para a Sara anterior. Só sei que não foi por temê-las ridículas, pois Álvaro de Campos me ensinou:
“Só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas”.

Seja bem vinda, Sara!

Belíssimo texto de autoria de Wilson Midlej em homenagem ao nascimento de Sara, minha sobrinha.
Fonte: Revista Bahia em Foco

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