domingo, 19 de junho de 2011

Felicidade. Feliz idade. Feliz cidade.


Por Wilson Midlej

Ao chegar a certa idade, comumente lamenta-se o que não se conseguiu realizar. Entretanto, em meu otimismo recalcitrante, prefiro contabilizar o que conquistei ao longo da vida. Na verdade, considero-me um privilegiado por ser soteropolitano, tendo vivenciado o que de melhor a cidade do Salvador podia oferecer, até o final da década de setenta, ter conhecido e convivido com o mestre Pastinha, estudado no São Bento e morado no então bucólico Rio Vermelho.

Integrante de uma família oriunda do interior, daí as idas frequentes a Ipiaú e a Jequié, ainda pude ser personagem das histórias plenas de detalhes marcantes, em cenários das fazendas São José, Campo Largo e a especial  São Jorge, no Bury.

Acredito que, quem tenha levado a vida num só lugar não consiga avaliar o prazer de ter estado “no mundo” e poder escolher retornar ao interior em busca de efetiva qualidade de vida. Pude caminhar de volta a cenários da infância, graças  a dois amigos: Ednael Almeida e Reinaldo Pinheiro. Sem saber, ao me convidarem para desenvolver determinado projeto, eles contribuíram para essa nova experiência e  a consolidação da felicidade tão almejada por tantos.

Esses dias que antecedem os festejos juninos me deixam especialmente emocionado. Os habituais preparativos para a noite de São João em família, reforçam a tradição e remetem para outras noites onde ainda ganhávamos novos compadres ao “pular fogueira” e  podíamos ver o balão multicor sumindo no infinito do universo...

*Wilson Midlej é Jornalista e, pra minha sorte, meu pai.

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