sexta-feira, 27 de maio de 2011

O beijo


beijo quase nunca é apenas um beijo. É passaporte. Lábios e calores, centímetro a centímetro, aproximam-se formando encaixes perfeitos. 
Cria universo. e nesse instante-lugar, o mundo se desfaz. o fundo se desfoca, tudo são luzes e sons ininteligíveis. É um lugar muito acima do nível do mar, onde o ar é rarefeito.
A sensação de dormência, que começa na boca e bate no peito e corre por todo o corpo entorpecendo os sentidos, ocorre devido a mudança de altitude. 
A pressão atmosférica em universos paralelos faz com pensemos que temos o mundo inteiro dentro do peito e os sorrisos mais largos.
Quando os lábios se distanciam, a realidade se refaz e os ponteiros dos relógios continuam a girar.
com um sorriso a mais.

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