domingo, 22 de maio de 2011

Em algum lugar do passado...

São João em Jaguaquara, 1988

O tempo passa, e nós mudamos tanto...
Ficamos tão sérios, tão preocupados, e sempre tão sem tempo pra coisa alguma.

De repente, alguém disse que para sermos felizes, o que precisamos é ter um bom emprego, uma bela casa, o carro do ano, os aparelhos e as roupas da moda e muito dinheiro na conta.

E nós, bobos, seguimos atrás destas coisas cegamente, aficcionadamente, entregando-nos a uma vida afogada em trabalho, estudos, metas, e uma constante insatisfação.

Escola Teresa de Lisieux, Salvador, 1987

Mas se olharmos para trás, ainda poderemos lembrar de um tempo em que era até engraçado não ter dinheiro e fazer vaquinha pra pagar a conta da lanchonete com nossos melhores amigos. 

Se não conseguíamos ir todos juntos para a festa ou para o show da hora, fazíamos nossa festa na casa de alguém, ou na rua mesmo, por que nossa verdadeira festa era estarmos juntos, sorrindo uns com os outros.
    Em algum lugar de Salvador, 1988

Mas... para onde foi esse tempo? Para onde foram os amigos? Para onde estamos indo nós? 

Crescemos naquilo que pode ser a expressão mais tangível da felicidade possível, mas aos poucos vamos trocando isso por outros valores, como sucesso profissional e sucesso financeiro... 


Feliz é aquele que consegue acordar a tempo de perceber que melhor do que fazer horas extras no trabalho ou perder noites de sono em algum projeto ou pesquisa, é sempre reservar um tempo para preservar suas amizades, dedicando-se às pessoas que você ama, à sua família.

A felicidade está conosco o tempo todo: nós é que muitas vezes não damos a menor bola pra ela...

Augusto Branco; Poeta e escritor brasileiro

4 comentários:

  1. Êh, tempo bom... pra elas!!! Meu coração, de mãe, era só entragando a Deus!!! rsrsrs...

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  2. Oi Liz, não sei se vc lembra de mim, mas as suas palavras e essas fotos me fizeram muito bem hoje, acho que fui seu colega de sala antes que todos esses da foto, que por sinal conheci a todos principalmente Roberto Leite que estava comigo quando caiu do telhado no Teresa de Lisieux quando tentava pegar uma bola, coisa de guri mesmo né? um grande abraço!! e vê se mantem contato.

    Idalvo Santiago

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  3. Que maravilha reencontra-lo, Idalvo! Quanto tempo! Mas é isso aí... O texto fala disso: Como nos perdemos no caminho em busca de outros objetivos, não é? Você lembra de Francisco Magalhães? Ele foi seu colega junto comigo? Tenho buscado resgatar pessoas que, de alguma forma marcaram meu caminho e você e Francisco estão nessa lista. Que bom que uma parte já resgatei, rss.. Grande abraço e vamos nos falar pelo face!

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  4. boas lembranças dessa escola maravilhosa

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