sábado, 16 de abril de 2011

Por que discutir desarmamento e ignorar a saúde mental?

Por Cristiane Segatto*


Uma semana depois da tragédia de Realengo, o foco do debate sobre o que fazer para evitar que ela se repita continua deslocado. Gastamos muita energia discutindo desarmamento e quase nenhuma discutindo saúde mental. Sou da paz. Quanto menos armas circularem livremente pelo país, melhor. Desta vez, no entanto, elas não são o ponto fundamental.
(...) É preciso lembrar que a maioria dos doentes mentais não comete agressões como a executada com tanto planejamento por Wellington. “Devemos ter medo dos não-loucos. Ou seja: daqueles que nascem com transtornos de personalidade ou cometem violência pelo uso de drogas”, diz o psiquiatra forense José Geraldo Taborda, professor da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Vivemos numa sociedade enlouquecedora. Mais importante do que especular sobre o diagnóstico de Wellington é o diagnóstico de que não estamos dando a devida atenção aos doentes mentais, aos dependentes químicos e aos portadores de transtorno de personalidade. Azar de todos nós.


* Cristiane Segatto é Repórter especial da Revista Época.
Leia na íntegra http://glo.bo/eRcZoM

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